Rock para homens de verdade: Queercore

O Queercore foi um movimento artístico e social dos anos 80, 90 e 00 onde fora do mainstream o punk rock era tratado de forma inusitada

THE GERMS

Após a década da libertação sexual dos anos 70 com muitos cílios postiços, saltos altos, batons, lantejoulas e paetês do glam rock, como exemplo David Bowie durante a fase Ziggy Stardust e Aladdin Sane, nos anos 80 o rock tomou uma reta e já beatificava a trindade da década com REM, Hüsker e The Smiths.

Entretanto, nos cantos mais escuros do cenário musical, o mundo underground, foram surgindo bandas que eram desafiadoramente gays. A cena Queercore surgiu em um momento que a burguesia ditava as normas do macho hardcore. O movimento fundado por mulheres, negros e gays insentivava a saída do armário todos aqueles que curtiam rock e precisavam seguir um padrão hétero para sobreviver no mundo hard. Além de ser uma ferramenta social na sociedade.

Mas não foi só na música que este movimento agia. No início, ele começou com fanzines coletivos e depois evoluiu para em dezenas de bandas. Musicalmente, o punk foi um elemento chave, como ícone temos o grupo The Germs, de Los Angeles, cujo o vocalista Darby Crash já era bem enrustido na época. Além deles, as banda de Seattle, The Screamers; The Apostles, do Reino Unido e os The Dicks, do Texas também estavam na cena do momento. A partir destes ícones, nasce a cena musical do queercore.

Uma das caras por trás do embrião da criação do movimento queercore é Bruce LaBruce, ele é escritor, diretor, fotógrafo e artista. Nos anos 80 fez uma série de curtas experimentais com Super-8 e co-editava um fanzine punk chamado JDs, que gerou o movimento. Seu parceiro no fanzine era o cineasta e músico canadense G.B. Jones.

Ainda fora da música outros artistas também contribuíram para que este movimento artístico e social fizesse história, entre eles temos o cineastas Jenneth Angeer, Jack Smith e o famoso artista plástico do pop-art Andy Warhol.

Nos anos 90 os editores do JDs começaram a apresentar o “JDS movie nigths” em várias cidades, na lista dos filmes em cartaz estavam produções de Bruce LaBruce como o “Boy and Girl” e “Pepper Wayne”; fimes de G.B Jones como o “The Troublemakers” entre outros, em todas as películas o movimento queercore era explorado.

Ouça:

Low And Models

Sister George.

The Germs

Matéria de Nelson Neto

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